Mulher é presa por estelionato em Ponta Grossa e comparsa segue foragido
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do setor operacional da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, efetuou a prisão preventiva de uma mulher de 20 anos. Ela e seu companheiro são investigados pela prática reiterada de crimes de estelionato, apropriação indébita e associação criminosa, tendo como alvo empresas e profissionais do ramo de locação de equipamentos. O homem, de 38 anos, identificado como ADRIANO RIBEIRO, encontra-se atualmente FORAGIDO.
Até o momento, as investigações apontam que a dupla é responsável por ao menos cinco boletins de ocorrência registrados na cidade, todos com o mesmo modus operandi. O esquema criminoso iniciava-se com o contato via redes sociais ou aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Facebook. A jovem de 20 anos atuava na linha de frente das negociações, fechando os contratos de locação utilizando seus próprios documentos ou, de forma fraudulenta, utilizando o CPF de terceiros (como de ex-familiares).
Após a aprovação da locação e a indicação de endereços falsos, ADRIANO RIBEIRO se dirigia aos locais para realizar a retirada dos equipamentos. Para não levantar suspeitas e despistar as vítimas, ele frequentemente utilizava veículos de transporte por aplicativo. Após a retirada, os itens jamais eram devolvidos aos proprietários, e o casal cortava qualquer tipo de comunicação.
A Polícia Civil destaca que os aparelhos locados e retidos de forma fraudulenta possuem grande valor financeiro e de mercado. Entre os itens estão lavadoras de alta pressão, eletrosserras, aparadores de grama e até mesmo maquinário pesado de construção, como compactadores de solo e martelos rompedores — equipamentos estes que, juntos, chegam a ultrapassar o valor de R$ 15.000,00 por locação. A ação criminosa tem gerado um elevado prejuízo para os comerciantes e locadores da região.
Com a decretação da prisão preventiva representada pelo Delegado Gabriel Munhoz, responsável pelas investigações, e as buscas autorizadas pela Justiça, a investigação seguirá em andamento para desarticular toda a engrenagem criminosa. O próximo passo da Polícia Civil é focar na identificação e responsabilização dos receptadores — terceiros que estão adquirindo essas máquinas de alto valor e difícil ocultação de maneira ilícita.
DENÚNCIAS: A PCPR solicita a colaboração da população com informações que auxiliem na localização do foragido. Quaisquer informações sobre o paradeiro de ADRIANO RIBEIRO podem ser repassadas de forma anônima pelo contato constante em seu cartaz de PROCURADO (42 3219-2757).
A PCPR orienta ainda que, se alguma outra empresa ou locador autônomo reconhecer este modus operandi e tiver sido vítima de golpes semelhantes recentemente, procure a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa para registrar o respectivo boletim de ocorrência, auxiliando no aprofundamento das investigações e na recuperação dos bens subtraídos.

