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Blitz 'Nenhuma a Menos' orienta sobre o combate contra o feminicídio

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18/08/2026 08:49:51

A Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Secretaria Municipal de Família e Desenvolvimento Social (SMFDS), em parceria com outros órgãos que integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher, promoveu nesta segunda-feira (17) a blitz "Nenhuma a Menos", em alusão ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio.

Divididos em dois grupos, os participantes abordaram a população e distribuíram materiais informativos na Praça Barão de Guaraúna (Igreja dos Polacos) e no Calçadão da Rua Coronel Cláudio. A ação contou com apoio de viaturas da Patrulha da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar.

Segundo a diretora do Departamento da Mulher, Bruna Balsano, a iniciativa buscou aproximar a população dos serviços de referência da cidade, onde as mulheres podem buscar ajuda e receber atendimento especializado. "Precisamos mostrar que essa mulher não está sozinha. Esta blitz divulga os órgãos que compõem a rede de enfrentamento à violência doméstica no nosso município, com destaque para a plataforma ElaProtegida, ferramenta online e totalmente gratuita, por meio da qual mulheres em situação de violência ou testemunhas podem fazer denúncias e solicitar atendimento psicológico, social e jurídico, de forma rápida e sigilosa", afirma.

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Cláudia dos Santos, destacou que muitas mulheres ainda desconhecem os direitos garantidos por lei e fez um alerta. "O feminicídio é a última etapa de um ciclo que começa antes da violência física, com sinais como ciúme excessivo e controle financeiro disfarçado de cuidado. Por isso, as mulheres precisam estar atentas e procurar ajuda antes que a situação se agrave", ressalta.

A presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Conpir), Jaqueline Simone Barbosa Lopes, também participou da ação e reforçou o recorte racial da violência doméstica. "Sabemos que grande parte das mulheres que sofrem violência doméstica são mulheres pretas e pardas, reflexo da desigualdade que atinge mais a população negra", revela.