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Banho e tosa vira caso de Polícia após cachorrinha Layla se machucar gravemente

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14/04/2023 11:53:52

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A tutora levou sua cachorra para um banho e tosa em Fazenda Rio Grande, o que era para ser apenas um banho de rotina se tornou um pesadelo.

Chegando em casa, a tutora da cadelinha Layla notou, o que parecia ser um ferimento que ia da barriga até a coxa. Assustados com o tamanho do ferimento, levaram Layla para uma consulta veterinária onde foi constatado que aquela ferida se tratava de uma queimadura gravíssima. 
Hoje o animal está passando por um longo tratamento para conseguir se recuperar, as feridas são muito profundas.

A equipe Paraná contra maus-tratos do deputado Matheus junto da secretaria do meio ambiente de Fazenda, vigilância sanitária e delegacia de proteção ao meio ambiente foram até o local averiguar essa denúncia.

Chegando no estabelecimento ficaram estarrecidos com todas as irregularidades que aconteciam lá. A proprietária do banho e tosa, pasmem, é estudante de veterinária e trabalhava sem alvará.

Foram encontrados diversos medicamentos e produtos higiênicos que eram utilizados durante os banhos, todos vencidos, incluindo sedativos, que eram administrados nos animais para eles ficarem mais calmos durante o banho. O espaço também não contava com um responsável técnico, exigido por lei para esse tipo de comércio.

Não bastando todas essas infrações que já colocam o bem-estar e a própria vida dos animais em risco, ela também explicou para a equipe, como procedia durante o processo de secagem dos animais:

“Para secá-los após o banho, prendia-os em uma guia curta numa gaiola de metal e, sobre eles, deixava incidir continuamente o ar quente de um secador de cabelos potente”

Os médicos veterinários explicaram o possível motivo das queimaduras tão graves:

“Possivelmente as queimaduras tão graves encontradas nos cães, tenham se originado pela aplicação de produtos químicos vencidos sobre a pele frágil dos animais associado ao intenso calor ao qual eram submetidos para que secassem após o banho”

Outros tutores que também tiverem problemas após pegarem seus animais no banho e tosa, quando entravam em contato com a proprietária eram simplesmente bloqueados.

O local que funcionava há 4 anos nessas condições foi interditado e a estudante de Medicina Veterinária foi intimada a prestar depoimento na Delegacia.