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Prefeitura intensifica implantação do método Wolbachia em Ponta Grossa

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18/08/2026 14:21:41

Nas últimas semanas, as equipes da Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, intensificaram as ações de implementação do Método Wolbachia, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Ministério da Saúde, no Município. Tecnologia presente nas diretrizes de controle e prevenção das arboviroses, como dengue, Zika e Chikungunya, o método libera mosquitos com a bactéria que impede que transmitam a doença.


Em Ponta Grossa, antes das liberações, o engajamento comunitário está atuando com equipes em duas frentes: treinamentos com as equipes de soltura e produção e ações de engajamento comunitário, levando informação sobre a metodologia e verificando possíveis focos do mosquito em comércios residências.


“Todas estas etapas são fundamentais para que a população entenda a importância das ações e que, a partir da soltura dos mosquitos, as pessoas precisam continuar fazendo sua parte e eliminando possíveis criadouros”, explica Cleiber Flores, diretor de Vigilância em Saúde. Nas mais de 30 regiões escolhidas, Agentes de Combate a Endemias realizam visitas e ações de conscientização para aproximar a população do projeto, tiram dúvidas e promovem a participação ativa das comunidades locais. As visitas e treinamentos seguem até o fim de agosto.

O que é?
Com resultados expressivos no Brasil e também no exterior, o método utiliza mosquitos aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo dos insetos. Quando esses mosquitos são soltos em locais estratégicos eles se reproduzem, transmitindo assim a Wolbachia para as próximas gerações. A bactéria impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito, tornando-o com capacidade reduzida de transmitir essas doenças.

A tecnologia operada pela empresa Wolbito do Brasil é segura, não usa produtos químicos, não altera geneticamente os mosquitos e já tem eficácia comprovada em diversos países. Em cidades como Niterói (RJ), onde o método já foi realizado, houve redução de até 89% nos casos de dengue, além de impactos positivos em Zika e chikungunya. A iniciativa é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Anvisa.