logo

Ameaça e tentativa de resgate no Upa Santana levam à prisão do suspeito pela GCM-GAT.

  • 17790
30/12/2023 10:48:48

Na tarde de sexta-feira, dia 29, por volta das 15h15, a Guarda Civil Municipal foi acionada para averiguar uma ameaça nas dependências da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santana, localizada na Rua Dr. Joaquim de Paula Xavier, região central de Ponta Grossa.

De acordo com informações da equipe GAT Echo da Guarda Civil Municipal, a solicitação foi feita pelo COGM após a equipe de profissionais do Upa relatar uma situação de risco envolvendo o namorado de uma paciente. O indivíduo estava tentando entrar fora do horário de visitas, portando uma faca, conforme ameaças feitas à paciente através de mensagens de celular.

Ao chegar ao local, a equipe de segurança conversou com a equipe em questão, que já acompanhava a paciente adolescente. Ela informou que a mãe havia recebido mensagens ameaçadoras do namorado da jovem, indicando que ele planejava resgatá-la da UPA. Diante dessa situação, a mãe, preocupada, tomou a decisão de não permitir a visita.

Ao acionar a GCM, o namorado foi localizado em frente à UPA. Durante a abordagem e revista pessoal, os agentes encontraram em seu bolso uma carteira de cigarro contendo uma porção de substância análoga à maconha, uma porção de substância análoga à cocaína e um baseado de maconha enrolado em seda.

A mãe da adolescente, relatou que a filha estava internada desde o dia 27/12/2023 devido a um surto psicótico e tentativa de suicídio. O namorado, identificado como M.M, de 18 anos, teria enviado mensagens planejando o resgate da paciente, incluindo o uso de faca, "tiner" (para utilizar e fazer desmaiar ), drogas para consumo interno e a prática de atos íntimos dentro do banheiro do hospital.

Diante dos fatos e da representação da vítima, M.M foi detido e conduzido à 13ª Subdivisão Policial para as medidas cabíveis. Na delegacia, foi pesada a porção de maconha, totalizando 4,8 gramas, enquanto a substância análoga à cocaína não teve sua quantidade aferida.

Destaca-se que as conversas no WhatsApp, salvas pela adolescente, foram enviadas ao investigador da Polícia Cívil, mas os áudios foram excluídos. Dessa forma, o celular de M.M foi apreendido para verificar a possível existência desses áudios no aparelho.

A adolescente solicitou medida protetiva contra M.M, ressaltando a gravidade da situação.